terça-feira, agosto 1

Minto até ao dizer que minto

José Luis Peixoto
Minto Até ao dizer que minto
Editado pela revista Visão


Gosto do José Luis Peixoto, do que escreve, como escreve, apesar de espalhar sentires e palavras com pouca cor, quase a tocar a depressão nas personagens que lhe vivem nas histórias.
Este conto inédito, publicado pela Visão, foge a essa negritude, é outro José Luis Peixoto que escreve, solto, desprendido, Urbano, quase cosmopolita. Gostei.
Duas ou três notas do que não gostei; a introdução de publicidade entre texto, como vai já sendo hábito nas novelas, primeiro brasileiras, depois das produzidas por cá. Não fica bem transformar um espaço como um livro, como uma história e Pimba, Publicidade, No caso, agravado por ser auto-publicidade, já que o autor, põe a personagem a reler um livro do Autor “ Cemitério de Pianos” que será editado em breve.
Também não é credível colocar duas das personagens a enviar SMS com aquela extensão e conteúdo. SMS, é SMS...pequeno quanto baste!
É um conto de Verão, escrito nos dias quentes, com a lentidão dos dias quentes.
Gostei.
“Lembro-me de pararmos à frente da casa dos bicos, de os turistas não perceberem onde estava o monumento e de se levantarem para fotografar os edifícios ao lado, velhos, a cair – como tinham fotografado os primeiros prédios devolutos que viram antes de se cansarem e desistirem.”

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