sábado, setembro 2

O eterno efémero

O eterno efémero
Urbano Tavares Rodrigues
Dom Quixote
1ª edição: Outubro 2005


O espanto que este romance me provocou, não foi a forma como o Autor deambulou nas palavras. Hábito seu de ser Mestre. Foi a própria história. Convivendo, eu, com a degradação da vida, não é difícil perceber que no inicio do seculo XXI, onde se passa para a quarta idade com alguma frequência, e se assiste a um demência cognitiva acentuada e a um desligar da existência de forma involuntária, é com admiração e respeito que afago este romance escrito por quem subiu à montanha do tempo, aborda de forma acutilante os sentires virtuais, as transmutação das relações humanas, através do dedilhar da escrita on-line, e das máscaras onde escondemos cobardemente os sentires. Ao ler, esta pequena pérola, senti várias vezes o impulso de querer abraçar o autor, num abraço prolongado de enorme admiração.

“Descanso dos documentos profissionais nesta tentativa de diálogo comigo. Descanso do computador, que utilizo mais na Judiciária ou no DIAP do que em casa. Excepto agora que este processo me abriu o interesse para a Internet. Descanso do obrigatório, do sério. Das mascaras que obviamente tenho que compor.”

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