sexta-feira, fevereiro 15

A Morte de Ivan Ilitch

Lev Tolstoi
Publicações Dom quixote
Booket

O acaso tem-me conduzido à leitura de vários livros onde a morte se centraliza nas palavras. Acaso, reforçado porque tenho tropeçado nos últimos tempos sobre o “sentir da morte, a nossa ou simplesmente a que nos atormenta.
A abordagem que Tolstoi faz sobe Ela, é magistral, transformando-a, ou melhor, mascarando-a num Ser, ou numa semente que germina em nós, que se apodera de nós, que vive em nós, até que ela própria, morre.
A morte entra em Ivan, através de um acaso( como gosto das abordagens que partem de uma casualidade fortuita…). Uma simples queda, que chega a provocar exaltação ao protagonista, por se sentir ágil e jovem, permite que a semente da morte germine no seu corpo e o corroa lentamente, até que lhe toma os sentidos, o sentir ( escrevi há uns anos que a morte é deixar de sentir…). Por fim, morre, a própria morte.
Se Ilich morre ou não, é secundário, o importante é que ele se liberta dela. É este percursos narrado, com a angustia da solidão que transforma esta pequena novela , num genial texto literário sobre o ciclo de vida da Morte.

Sem comentários: