domingo, junho 28

Pontos de fuga ( fugazes? Tuaregue?)

Labaredo a noite, ateada de mim,

calor fugaz de memórias adormecidas

( esquecidas?)
Ecos de um abismo que me abraça na escuridão das nuvens da noite,

ruas sem becos,

sem calçada ,

sem fim…

Rasgo as sombras, em pedaços de pó

( cinzas?

cenário?)

E espreito a fantasia de me colorir em azul-tuaregue

( vagabundo da luz, caminhante sem destino, pastor de horizontes e de ventos?)
Ardo no destempo, sem passado nem futuro,

Ébrio de cor, possuído na ansiedade de me ser outro, e ir...

(Grão de areia,

cristal de deserto, ponto ínfimo na inquietude de me completar inacabado,

pedra angular por esculpir…)


segunda-feira, junho 15

domingo, junho 14

Fado ( meu)

Guitarra,

guitarra que ardes em lamentos d'agua,

que choras na angustia da alma,

esta saudade

de rio sem idade...

Guitarra

Guitarra minha que sibilas sem norte,

a solidão de seres gaivota,

errante,

e respiras, calada o voar deste teu fado ,

alado...

Guitarra que suspiras, triste,

afagada no sonho do menino que não existe...

embalada no gemido da morte…


quarta-feira, junho 10

Hospede

Sou o ultimo hospede vagabundo que deambula neste corpo mendigo de respirares ofegantes, agrilhoado na solidão do sangue que se transmuta em lágrimas de cristal-lua,

densas,

impuras...


Abismo-do-deserto-sombra...


(Na imprevisão -dos-instantes,

Sedento de luz...)