domingo, agosto 29

(in) mar

percorre-me um fio de mar, neste não estar aqui. empurra-me, exige-me como se lhe pertencesse.
vou,
num misto de contrariedade e de desejo.
cego,
ando em tacteares, no instante que antecede a cor.
vou,
como se fosse rio.

é o mar que me chama…

Sorrio perante este destino de Ser, partícula de mar

terça-feira, agosto 24

(in) fumos

Olho o céu por dentro. Sem azuis, negro de noite. Deambulo nas noites, neste meu acordar. Olho. Farol de um nada que procura o odor da vida. Repito-me no ritmo do ponto que me cruza ( localiza?) no universo. Cansado de sentir as ruas voarem na brisa da cidade que chove. Passos repetidos nas asas de um voo sem sentido. Cansado dos sons que marulham em silêncios ocos, opacos, que me atropelam a dor e me empurram na linha difusa do existir…


No entanto aqui estou entre fumos e as páginas de um livro que se escreve sem mim…

sky line
paris
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segunda-feira, agosto 16

pó de vento, e um grão de areia

Desendeuso.me na lentidão do dia, como quem olha rebanho de estrelas. Uma a uma nomeio.as no desnude de mim. Disseco-me nos nomes da terra, grão a grão, húmido, quente e oiço.me no eco do sol. (é isto a liberdade? Não ter nome autentico e ser cada nome que me tempera o ver?) . Estendo.me difuso no azul e respiro as cores, como quem pinta os mares da lua. (Quem sou? Que cor me olha a alma imóvel?)

Pó do vento, e um grão de areia!

Sinto.o na pele que me rasga a carne e deixo.me deslizar na vertigem do ponto que me ata ao universo e vou em saltitar de pássaro sem asa no calor de um abraço que me caminha no existir de um quadro inacabado de destinos.


Ser Livre é aceitar a serenidade do destino e das cores que nos pintam o olhar…

In “ apontamentos de um manual intimo da serenidade” ou como deixar que a liberdade nos respire no silêncio do dia”