quarta-feira, julho 10

entre sombras


entre sombras

bebo esta loucura que me menstrua
o ver
e sangra os ventos,
sorvo o suor dos muros do tempo (lentos?)
para me iludir dos sonhos
que me cinzelam os passos
e travejam tempestades
de mim,
em cada respirar analfabeto
que me abraça o sentir
que se evapora entre as sombras-da-alma....

quinta-feira, julho 4

cinzas

espalhem as cinzas
(minhas)

no mar
para me sentir inteiro e sôfrego
na espuma das ondas
evaporada de mim...

quarta-feira, julho 3

re-começar

o sol ruge nas pedras
soltas
num manto de sombras-bailarinas
sem tempo
sem ventos...

pedras,
rubras!

com os olhos abertos no céu,
entre nuvens que se passeiam, em pastos selvagens

como águias!

águas a suarem sal
na solidão do tempo 
que se desfaz na mão
corrompida no silencio dos passos nocturnos...