Invadiram-me o sono sombras chinesas a dançar o tango, em traços de bailarina russa. Acordado, imitei os traços em papel que só aceitou tons de sépia e azul ultramarino
(este azul mora em selos em desuso em casa paterna, que me recorda serões de outros tempos e que não tem nada a ver nem com o sonho, nem com a bailarina, só mesmo com o azul, que me ficou na retina e me revisita quando o misturo com os sépias).
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