o desenho do horizonte

tenho uns olhos em forma de lápis, mas nem sempre de cor... Sei que sou esquisito mas a vida moldou-me assim... ganancioso de SER por inteiro e não me caber por inteiro em mim.

17 de dezembro de 2025

Flutuações

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olho-te!   tens o ver translúcido a flutuar  no passado. Pareces um naugrafo sedento de agua ,  ávido de lágrima doce. Já só caminhas pesa...
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14 de dezembro de 2025

ainda as sombras

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 há sombras, invisiveis nos sonhos, que nos sorvem a cor, como um sopro que desfaz sementes e fantasias
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9 de julho de 2023

um pequeno nada

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pousaste o olhar no vazio de mim,  assim ao de leve,  quase seda,  como sopro de asa-borboleta,  um toque,  um quase-nada. sem memória nem v...
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8 de fevereiro de 2023

mutações prigosas

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 o poeta morreu de doença grave! ( muito grave!) morreu por inspirar sorrisos mentirosos ( fumador de sorrisos?). o poeta ( este) , nasceu c...
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5 de fevereiro de 2023

formas de caminhar

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estendia a mão sem a dar, ( perfume de afetos, sem toque, apenas fragancia suave de um amor humilde, terno, gesto simples que une horizontes...
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4 de fevereiro de 2023

o silencio da sombra

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esta sombra de palavras que chovem gélidas, finas, precisas, a desenhar solidões,  abraça-me, lucida e silenciosa,  afogando-me os gritos!
3 de outubro de 2022

pinturas

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não pinto nem desenho. olho a cor e deixo que se dissolva na pele. só depois nasce a imagem que se envolve no prazer  de simplesmente sentir...
2 de outubro de 2022

diluvio(s), ou a escultura do pássaro

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desenho-a-palavra em forma de chuva, cinzenta-de-neve, humida! é o céu( a diluir a aguarela), o meu escultor-de-lágrimas. só depois ( da esc...
23 de junho de 2022

medida

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o tempo só é mensurável com a a criação de um referencial , mas existe sem ele,,, se o espaço-tempo se curva perante um objeto com massa, e ...
12 de setembro de 2021

fronteira(s)

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o branco e o negro fascinam-me, são fronteira da cor, e elas ( cores), entre o  horizonte-da-sombra, dançam irrequietas e loucas, na imagina...

Jazziguezaguear

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Ouvir o som do trompete, num jazziguezaguear longo e suave é como ouvir o pingar das palavras num lago de montanha, onde só ouvimos o eu a ...
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11 de setembro de 2021

fotografia

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  Chapéus de sol , toureados (bandarilhados?) na praia, de palha seca, o horizonte-mar irrequieto, ondulado de carneiros, brancos alva, como...
17 de julho de 2021

palavras

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Papá, papá qual é a palavra mais difícil de aprender,  qual é a palavra mais difícil do mundo? A palavra mais difícil  do mundo é “amo-te”...
8 de junho de 2021

res ( expirações)

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a cidade respira pelos poros das pedras, eu,  pelos olhos da gaivota. ambos, esculpimos as ruas desertas de sombras, entre mim e ela, h...
4 de junho de 2021

visões

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o que vejo é um fragmento que me abraça inteiro, sem ciências nem matemáticas

(des)futuros

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não tenho futuros, tenho um aqui, um agora que sopra destinos... o meu tempo é o meu ar, o meu vento, tudo o resto é um vazio que se esc...
1 de junho de 2021

longitudes

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 l á longe estou eu e o mar, a desenhar o horizonte, quase gaivota a abraçar a sombra da lua, lá longe estou eu e a cidade, sepultado no...
30 de maio de 2021

silêncios

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tenho um silêncio gaguejante no olhar que me cega o sentido dos passos, quase uma ausência de mim (relógio sem ponteiros), em equilíbrio de...
13 de setembro de 2020

persistências

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Tacteio , cego, a cor da folha, seca. A pele do olhar desenha as fronteiras da árvore que a expulsou da seiva, guardo-a em mim, pa...
8 de setembro de 2020

no de-lá da pele

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  Espreito pela pele, ( num corte sem cor), não para ver, ouvir ou sentir, espreito para respirar o abismo que me toca a imaginação…
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6 de setembro de 2020

estátua

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O existir tem uma mecânica física (universal), a alma também, só que se esconde no olhar (individual)! Uma é o eco da outra, mas só ...
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5 de setembro de 2020

mapa

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Estendi o mapa dos meus caminhos, nas dunas, (tenho os caminhos ondulados como as ondas do deserto). Escolhi um e colori-o de rio, (...
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4 de setembro de 2020

os relógios da cidade

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  Na minha rua há um relógio gigante, sem tempo, cansado de existir, com as mãos a rezar às nuvens… eu, (menino)  conto as pedras da...
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3 de setembro de 2020

olhares ( serenidades?)

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  Nos olhos de uma gaivota está um azul, Nos meus, um ponto sem cor,  q ue tatua uma linha irrequieta, sedenta por desenhar a história que...
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31 de agosto de 2020

sombreados...

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  Tenho uma sombra bailarina (endiabrada, diria!) que flutua colorida… Não é sombra qualquer, (só por ser minha) , é sombra egíp...
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30 de agosto de 2020

sombras

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  Abracei, com a minha sombra, a árvore da cidade, Cinzelei-lhe as cores, em matizes negros de mim e fiquei a ouvi-lhe a seiva do tempo… ...
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25 de agosto de 2020

desassossegos

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Apanhei uma pedra da falésia e aconcheguei-a qual buzio para lhe ouvir os ventos… Estava indignada, zangada, por a ter acordado da ete...
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24 de agosto de 2020

pinturas por colorir

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  Na véspera-da-noite, pintei uma enorme janela com um mar imenso dentro, a refletir estilhaços de espelho-prata, a cintilar-me nos olhos de...
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23 de agosto de 2020

demolições

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  Hoje, derrubei o dia à martelada. Abri um enorme buraco, queria tanto ver o que se passava no desdia … Espantado  ( maravilhado?),...
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22 de agosto de 2020

caminhadas

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  Caminho nas memorias, como quem olha para uma tapeçaria de sedas finas, estendida além-horizonte. Evito os passos, para não a enrugar, n...
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21 de agosto de 2020

psicanálise de um labirinto

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  Por vezes, (muitas) caio num labirinto-de-mim, como quem escorrega num quarto escuro e perde o sentido da porta,   no caso, da porta...
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20 de agosto de 2020

desidratações

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  Parei, (tropecei na angústia, e no perfume dos crisântemos), desorientado, cansado, perdido, (assustado?) Suei todas as palavr...
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17 de agosto de 2020

cidades hostis

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  Percorro os sentidos inóspitos da calçada da cidade   (vitrais de sombras-coloridas), caras escondidas? ao som das vozes (passos d...
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15 de agosto de 2020

brincadeiras

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  O bailado-da-memoria tateia o tempo… ela, é uma espécie de girassol envergonhado dos voos noturnos e que se “girafa” em sorrisos-troci...
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14 de agosto de 2020

ciencias

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  Não tenho ciência(s), tenho uns olhos-saltimbancos, a sondar descoberta(s) que respiram fluxos-de-cores que circulam no coração-das-árvo...
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13 de agosto de 2020

sentinela

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há uma sentinela-borboleta, ao fim da rua, a tocar violino  ( austera, atenta, concentrada,  linda!) Só passam para de-lá (dela), o vento , ...
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12 de agosto de 2020

esculturas de areia(s)

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Gravo, nas areias, o bailado dos olhos, como folhas de outono matizadas de sol-cansado. Os roços sorvem os rios na angustia de navegarem ent...
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11 de agosto de 2020

transporte

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No cinzento do sol, navega um moliceiro-vagabundo, a semear caminhos. Segue,  enfolado,  sem pegadas.  Leva na luz-das-velas,  o tempo.  T...
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10 de agosto de 2020

vulcanizações do olhar

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  Fumo, em respirares serenos, a luz-da-rocha, (áspera!) Nos poros, afogueados de agustias, suo os grãos da terra, (vermelha!) Que s...
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6 de agosto de 2020

estendal

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hoje,  o horizonte levitou , em linha outra, acima do mar, a linha que desenhou parecia um estendal a convidar-nos a pendurar os sonhos a ...
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5 de agosto de 2020

no mercado

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De manhã, no ainda quase-noite, fui ao mercado procurar palavras. havia muitas   (frescas, quase todas, coloridas, profundas, leves,...
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4 de agosto de 2020

paisagens

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A paisagem que ondula no coração-das-estrelas, transmuta-me em voos-semente. perco-me entre a falésia e o sopro-do-mar, que me chama em az...
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3 de agosto de 2020

no caminho das águas

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Há homens-golfinhos a engomar as ondas no horizonte, fogem dos azuis, do nada, e dos próprios homens, ébrios de liberdade e do Deu que cam...
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2 de agosto de 2020

retrato do nascimento de um poema

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Liberto-as (palavras?) escoo-as no ar (evaporadas?) e sento-me no suor-das-rochas a absorver neblinas (letras?). neste ciclo de respir...
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1 de agosto de 2020

a pele do tempo

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A crosta da terra invade-me o pulsar da respiração das cores, a pele da rocha (os poros da falésia?) ondula ao vento a sussurrar os segred...
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31 de julho de 2020

apneias

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Desnorteio as palavras, entulhando-as nas entralhas da terra, enlouqueço-as de sombras, sugo-lhes o ar em estrangulamentos canibais e su...
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30 de julho de 2020

geologia do olhar

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No abismo dos passos, estão rochas-barbaras, fossilizadas em veias de basalto, rios, vazios-de ecos, medrosos da queda que lhes labirint...
2 comentários:
29 de julho de 2020

cartografias

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Escrevo uma criança, com traços de poeta-pintor, como se traçasse a cartografia de um sonho a flutuar futuros... no cume geodésico-da...
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28 de julho de 2020

olarias de ventos

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Moinho memórias em farinha do tempo, moldo, não elas, ele, e transformo-o no vazio da noite, em flutuações transparentes, fragme...
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27 de julho de 2020

desenho de um rio que desagua em mim

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Desenhei uma estrela, uma só, a giz, quase pólen-de-gira-sol, (no ar), a estrela nasceu da fonte-do-esboço, bailarina! ...
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26 de julho de 2020

feridas

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Não há paisagem, árvores, moinhos, telhados, montes, nuvens, papoilas, ninhos, ou mar, há um vazio imenso e uma ga...
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25 de julho de 2020

liberdade

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Sento-me na bruma do mar, a escrevinhar o marulhar no vento, com o olhar agrilhoado no cordão-umbilical-do-sonho, a sorver esta lib...
2 comentários:
24 de julho de 2020

expirações

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Fecho-me, a expirar memórias, vejo-as, para lhes desenhar o voar… só assim as oiço (sinto?) nos passos, só assim me vejo arvore, r...
2 comentários:
23 de julho de 2020

inclinações

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Procuro-me, perigosamente debruçado sobre mim, quase em (des)equilíbrio,   (instável) procuro  (ávido), as gotas-de-pó...
2 comentários:
22 de julho de 2020

silêncios estrangulados

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A solidão morre espantada perante o abismo, definha no eco de cada grito que renasce na serenidade, (que a estrangula em silêncios m...
2 comentários:
21 de julho de 2020

(des) equilíbrios

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no equilíbrio das águas traço um fio, linha incolor que ergue fronteira-às-sombras, no de lá, estou eu, a escalar cumes (qui...
2 comentários:
20 de julho de 2020

desertos

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Vezes muitas, sinto a alma-seca-de-deserto(s),  a dançar nas dunas,  que preparam tempestade(s), nessas vezes, mergulho   nos ...
2 comentários:
19 de julho de 2020

paradoxo, ou a matemática do Eu

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Sou meio gaivota,  meio andorinha-do-mar,  meio beija-flor, no meio de mim, o resto, que me faz inteiro, anda por aí...
2 comentários:
18 de julho de 2020

teias

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Passeio-me na cidade, bordada em veias que ejaculam sombras de passeantes escondidos no olhar, vagabundam sós,  ensurdecidos por cad...
3 comentários:
17 de julho de 2020

na sombra do rosto

›
Pinto-te para-o-de-lá-do teu olhar, na sombra do rosto prolongado-do-tempo, olho-te inteiro! (vazio de mim) e vejo-te a respirar n...
4 comentários:
16 de julho de 2020

cidade violada

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O dia viola-a-noite, num sussurro crescente de ecos e de passos, e eles, a calçada, adormecida na sombra-do-dia, estilhaçada em fragme...
4 comentários:
15 de julho de 2020

oração de um contador de histórias

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as mãos choram , gotas-lentas de papoilas que levitavam aprumadas ao céu,  à procura do aconchego das estrelas pintadas em azuis-menin...
4 comentários:
14 de julho de 2020

a noite-das-ruas

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A noite espreita as ruas-da-alma (labirintos?), em sussurros que espreitam as janelas-da-cidade. as ruas (dela?), desaguam na-fo...
2 comentários:
13 de julho de 2020

enganos

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a-fonte-das-árvores, tateia-me o poema, como se eu fosse raiz-de-outonos… desenganem-se, (palavras que se amortalham em tempestades)...
2 comentários:
10 de julho de 2020

caminhos (estreitos?)

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Não tenho dor, no dorso de uma gaivota a galopar nos azuis-do-vento… no ir, não tenho carne, tenho todos os passos a voar
7 comentários:
9 de julho de 2020

des(mar)gens

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pinto as raízes-das-nuvens, na ilusão-da-lagrima, deslumbrado entre cada estilhaço-das-cores, que me abraçam o sangue a desaguar em bar...
2 comentários:
7 de julho de 2020

grafiti

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Isto de nos pormos a escutar os pulmões-do-sonho, como se lhes ouvíssemos as entranhas (palavras?) em conversas-purpuras, é uma espécie de...
2 comentários:
6 de julho de 2020

ondas

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Tenho a pele queimada da espuma do mar, e o olhar cego-de-sombras, porque me atrevi a voar nas asas-da-alma, fosse eu, gaivota-azul,  ...
2 comentários:
5 de julho de 2020

intrusos

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Por vezes nascem árvores de pedra, escondidas nas fendas-da-sombra, a marujar   sangue da terra... que nos invadem os passos...
2 comentários:
4 de julho de 2020

crispações

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A memória ludibria a luz-do-tempo,  cavalga nos poros-do-sangue e mimetiza sorrisos, em mãos que se crispam nas vísceras-do-mar, esqueci...
2 comentários:
3 de julho de 2020

tatuagens

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cinzelei papoilas brancas na pele-dos-olhos, qual gaivota a beber o vento-norte, e naveguei de passos vagabundos...
2 comentários:
2 de julho de 2020

o-fogo-do-orfeu

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vazei palavras ao fogo, e sentei-me a desenhar (lento) os sons do-cicio-do-vento a trautear árias-de-pó-e-cinza…
1 comentário:
1 de julho de 2020

esquecimentos

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fecho-me corrompido ( enclausurado?),  com palavras a borboletarem-me labirintos. esqueço-me em rios, que desaguam esquecimentos e ...
2 comentários:
30 de junho de 2020

(des) beber

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vesti o céu do avesso e pintei-o de trigo e sol, triturei-o-tempo com o ranger dos dentes e soprei estrelas-de-sabão, fechei-me-cego, ...
2 comentários:
29 de junho de 2020

nu-de-mãos

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tenho nós enforcados no olhar, presos no sangue das árvores que oscilam-invernos e passeio-me nu-de-mãos, a flutuar no sol...  ...
2 comentários:
28 de junho de 2020

respirações

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A luz estrangulada da noite abraça as árvores, que dançam de dia com o-vento-dos-pássaros. De noite as árvores respiram como os velhos...
2 comentários:
27 de junho de 2020

dimensões

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o espaço, é cousa onde só o sonho não cabe, como uma casa de bonecas, brincada por criança...  ( a criança é gigante, e o universo sim...
2 comentários:
26 de junho de 2020

ou um mundo?

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as pedras são sombras, pequenas, por vezes, quase lágrimas (ardentes?) as pedras, sou eu, a olhar um quase nada ( ou uma semente?)
2 comentários:
25 de junho de 2020

uma questão de linhas

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tenho dificuldades em desenhar uma linha direita (recta), perco-me no inicio e desencontro-me com o fim... mas se a desenhar ,  livre, aqui ...
2 comentários:
18 de junho de 2020

sem coragem

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por vezes sinto-me nuvem,  quase chuva,  quase lagrima,  mas sem coragem de cair ou de voar...
2 comentários:
17 de junho de 2020

esculturas

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esculpi um esqueleto (inteiro!) com todos os pormenores. Todos! (no branco e no negro) ponto por ponto, em perfeita harmonia (quasi sem...
2 comentários:
16 de junho de 2020

estrelas

›
andei à procura de estrelas, em nevoeiros, (como um jogo de crianças), procurei não as estrelas que nos orientam no céu, assim fosse  ...
2 comentários:
15 de junho de 2020

semeando sonhos

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Esvoaçam entre o olhar (entre o horizonte-da-alma e o horizonte azul do mar) uma multidão de aves, várias,  multicolores, a brilhar en...
2 comentários:
14 de junho de 2020

suspenso

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Estive suspenso,  no tempo... foi a vida-do-tempo que andou, não o tempo dela (vida) , esse, ficou suspenso em cada palavra que não es...
2 comentários:
7 de abril de 2018

ser

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sonho ser,  o silêncio que habita as palavras ditas, as palavras pensadas, não têm espaço...
3 comentários:

sentires

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por vezes sinto-me um pássaro,  não de bico, mas de bico-em-pé a bater as asas sem parar, sempre preso ao peso da terra, sem voar
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