Queria escrever-te, mas as palavras fogem-me, como se me dissessem, “Agora não! Espera que venham outras de nós, com outros sentires, Espera. Não te precipites. Nós hoje já estamos muito cansadas…”
Queria contar-te todas as histórias que me fizeram o dia. Queria dar-te o meu dia, para me veres inteiro e entenderes o porquê do meu vazio…
Talvez elas tenham razão, talvez as tenha usado em demasia. São muito vaidosas as minhas palavras, pintam-se todos os dias. Sabias?
Vou esperar…
Não!
Esperar não!
Vou visitar-te!
Assim, ao veres-me, saberás todos os passos que me levaram o dia, porque as palavras de todas as histórias que te tenho para contar, estão todas no meu olhar…
Vou tentar pela segunda vez, se repetir desculpa...
ResponderEliminar´`As vezes basta o olhar, as palavras formam-se nas cumplicidades de olhares trocados, nos gestos esboçados, nas ternuras dos sorrisos.
Que esperas para visitar?...
Beijinhos, Almaro.
A isso chama-se cumplicidade: olhar e isso bastar. Olhar e tudo se saber; compreender o que se quer dizer, sem ser preciso falar. Deixando as palavras descansarem. O olhar, quando verdadeiro, tudo revela.
ResponderEliminarQuando as palavras ao invés de se mostrarem preferem ficar guardadas (naquela caixinha tão valiosa, guardada para toda a eternidade) , há que saber usar o olhar. Que tanta coisa nos pode dar.
Ofereço-te o meu olhar de hoje...
ResponderEliminarAS PALAVRAS
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
Cheguei a sua "casa" através de um comentário seu noutro blog, gostei muito e vou voltar. Permita-me que lhe diga que as palavras vaidosas usadas por amor nunca são em demasia...a vida ensinou-me a não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje...não hesite ouça as palavras vaidosas do seu coração e vá não adie.
ResponderEliminara lolita:
ResponderEliminarAs palavras, as minhas
Letras,
uma
a
uma,
em gotas-ondas,
de mar,
de espuma,
desenham-se,
nos passos,
por onde ando,
penhascos ou arribas.
Nascem,
pintam-se
vivas.
Palavras,
que se dizem,
terra,
alma,
que lavro, livre,
todos os dias.
Dou-tas,
as minhas,
escritas,
ditas,
faladas,
uma
a
uma,
todas,
sentidas…
Amigateatro: é, as palavras tem esta coisa mágica de só aparecerem quando se sentem senhoras do seu nariz , são muito femininas as palavras, todas.
ResponderEliminarmusalia:visito, sempre, em silêncios partilhados...
ResponderEliminarluna: mas eu gosto das palavras vaidosas, gosto de ser surpreendido pelas suas cores, vejo cores diferentes em cada palavra que me acompanha os sentires.
ResponderEliminarPs: Obrigado pela visita, sê bem-vinda...
são as pessoas que se esquecem de sorrir
ResponderEliminarnão há prosa mais eloquente que a poesia de um sorriso
por vezes...tantas!...elas escondem-se sim...No silêncio,no nosso! ouvem-se...em passinhos miudos de "shuuut olha que te ouvem!"...rodopiando ... Até que se soltam! Às vezes...temos que as silenciar pois descem a escada de roldão numa desacato numa confusão...e depois compreende-se, até as palavras precisam duma boa sesta!!!
ResponderEliminare agente...de um pouco de silêncio de palavras..na cabeça
Espero que as tuas palavras não estajam cansadas por muito tempo. Eu sei que as tuas palavras são vaidosas mas á assim que nos habituámos a elas e à sua beleza. E depois quando não há palavras há, de facto, sempre o olhar ou, só, uma palavra: Olá! Beijos
ResponderEliminarEu sei que o eu olhar estaria pronto a contar-me o teu dia. O que eu não entendo é o vazio que dizes que em ti havia...mais do que as tuas palavras eu preciso de te saber feliz: "pinta-te "tu todos os dias, enfeita-te quando saíres à rua...celebra cada dia, cada hora, cada minuto...celebra a vida...porque essa nunca é vazia: é plena de pequenas e , aparentemente, insignificantes coisas que a enchem e a completam...em jeito de Aquele Abraço,Blue
ResponderEliminarBoa noite...WB
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ResponderEliminarD, ou para o outro lado do atlantico:os sorrisos, são também eles palavras, desenhadas do sentir. Vezes há que se escondem, mesmos querendo ser, outras, brilham com toda a luz de um beijo...
ResponderEliminarSeila: Mas como eu gosto quando elas descem das escadas feitas tornado e furacão, e eu só tenho que as ordenar, cheio de brincar e de prazer...
ResponderEliminarLique: Um passeio calmo junto do meu Rio, é suficiente para lhes dar um puco de cor em tons de aguarela. Outros tons mais fortes exigem outros passeios, outros voos junto ao mar e à serra...
ResponderEliminarBlue em forma de concha: Não tenho duvida que descodificarias todas as histórias guardadas no meu olhar...
ResponderEliminarBranca:sendo já dia , chuvoso é certo, fica um abraço, sem horas...
ResponderEliminarDeves ter ido ver o teu rio, ontem...
ResponderEliminarEu irei ver (penso) as minhas árvores, hoje! Para delas beber vida e paz e harmonia e amor em forma de recordações de realidades longínquas...
Um beijo atrevido.