20 de novembro de 2004

pacto

Há sentires que não se escrevem, não por serem nossos, íntimos, mas porque não cabem num sinal, numa frase, num poema ou história.

Entram em nós e pedem-nos silêncio.

Ficamos reféns desse pacto e passeamo-nos com eles, com o olhar todo para diante, como um menino que passeia o seu balão, convencido que transporta uma estrela. A SUA estrela.

Hoje, sem dizer nada a ninguém, andei a passear com eles, todo cheio de sorrisos escondidos, não fossem eles assobiar e quebrar o silêncio…

4 comentários:

  1. http://library.thinkquest.org/17016/flying.jpg
    peter pan
    Paula Rego

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  2. Há sentires que mesmo que quiséssemos transmitir por palavras não o conseguíamos ;) bjs

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  3. e o meu sorriso alarga-se, interior, também ele, porque outros sorrisos, ainda que escondidos, se desenham em sentires...embalados, suavemente embalados, nos passos de um menino encantado com o seu balão...

    Beijinho, Almaro.

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