Passeei na Cidade Grande com passos preguiçosos.
Estava sossegada, nos seus silêncios…até as janelas se divertiam em sombras-de-vidros, com cores atrevidas…
Dilui-me, desassossegado, transformado em sussurros-que-olham-em-ecos-surdos…
Há um choro árabe, quase fado que se derrama em ruas, no olhar, como se a existência se concentrasse inteira num só grito…
sede de soprar os papéis
ResponderEliminartodos os papéis
fome de os ver subir subir
formar uma nuvem
desejo da chuva deles caida
uma chuva de letras
uma água sem gotas
uma água seca
a (ir)realidade do sonho
sede fome desejo d'O sonho
Conheço tão bem essas janelas, o choro que delas sai, as ladainhas constantes feitas música de fundo de uma cidade assim grande, que aqui quase podia sentir-me em casa.
ResponderEliminarE eu que da cidade fugi, para me enterrar viva no campo! Bj da Fernanda
ResponderEliminarÉ um sossego espiritual deambular por essa suras. Betty :)
ResponderEliminaressa suras = essas ruas, claro! (shame on me)Beijos
ResponderEliminar