23 de março de 2005

gasto

Gastei-me inteiro no dia.
Gota a gota de mim.
Não me sobrou nada.
Houvesse inteligência, minha e não tentaria em teimosia desenfreada empurrar a montanha. Subiria a sua encosta e de caminho ainda veria o mar e sentiria a brisa a abraçar-me. Assim, estou sem o dia e sem forças, esvaído num nada, aterrador.
Vou fechar os olhos e procurar o sol…

In " Apontamentos para um manual da serenidade ", ou como a harmonia se deve procurar no ponto que absorve a menor energia, num total empenhamento do existir...

2 comentários:

  1. "Vento muda
    ares de chuva
    tua chegada..."

    Almaro vim aqui deixar-te um carinho...Gosto da tua alma...é linda até na dor...
    Beijos ternos!!!
    NANE

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  2. Hoje sou eu que estou gasta. Inteiramente. Tanto que me esforço para me expressar e saiem-me palavras soltas que nem sei se têm sentido... Também não precisam ter.

    Há dias assim. Só resta deitar e acordar rejuvenescida. No corpo e na alma.

    Beijinho *

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