29 de agosto de 2005

quando o horizonte se refugia bem perto de nós e nos abraça desconfortado por se transmutar em muro de cinza

O mar escondeu-se numa névoa de fogo,
densa,
escura,
de cinza...
de bruma
e o horizonte fugiu…
Acoitou-se na praia, desenhado em ondas brancas,
tímidas,
medrosas…

Só ao dormir-do-sol, caíram pós-de-pirilampo,
e o mar sorriu de cócegas…



O dia fica pequeno com o horizonte tão perto do olhar.
Há uma espécie de muro na existência, que paira perene, suspenso no (des)tempo de se ser Mar,
por inteiro…

5 comentários:

  1. Já tinha saudades. Tuas e do horizonte. *

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  2. Olá Almaro,

    Bom sentir tua presença novamente, tuas palavras doces e sempre belas!
    Desenha o horizonte dos teus sonhos e seja feliz poeta!

    Beijos!

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  3. A isso chamo um regresso em cheio, recatado de lindas influências do mar.

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  4. Não consigo comentar, almaro, e há coisas que é preferível nem dizer para não estragar.

    Já lá está o teu "devaneio". Lindo como todos os outros.

    Obrigada mais uma vez.

    Voltaste bem.
    Beijo.

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  5. O sentimento destas tuas palavras...

    Um abraço ;)

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