1 de setembro de 2005

hibernações do Ver

Vou olhar a lua,
como uma gaivota que navega sem voares,
transformada em falua,
sem ventos,
nem estrelas,
nem azuis,
nem lugares…

Guarda-me a chave da gaveta…

Podes perdê-la
Tanto faz.

Vou (re)inventar tudo …outra vez...

6 comentários:

  1. Que bom "ver-te" e ler-te outra vez. Tive saudades, sabes?

    beijo-te.
    Sempre
    BShell

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  2. Reinventa as vezes que forem necessárias...
    Se tu não o conseguires, quem o conseguirá afinal?

    Não te imagino por aí sem "ver"...

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  3. Olá...
    Ah! Essa chave...quem teria este tesouro para guardá-la para você?!
    Um beijo!

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  4. "As palavras dirigem-se umas às outras:
    dormentes nos dias cinzentos
    acordam nos sonhos
    mas acordam-nos dos sonhos
    salvadoras-matadoras
    roedoras de raízes..."

    (Excerto do Poema de Ana Hatherly in "O Pavão Negro" - Assírio & Alvim)

    Um abraço ;)

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  5. Hibernações do ver, nas hibernações do ser.

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