29 de setembro de 2005

ventos

Há um vento que me arvoreia verdes
e
segreda,
nas florestas sem luz,
palavras desabridas,
feridas,
cegas,
vindas do nada,
sangradas,
perdidas…

Há um vento que dança
desfolhando,
palavras roucas
desavindas,
esquartejadas
pela lança,
de um grito de criança…

Há um vento que esmorece…
que morre
sem esperança

4 comentários:

  1. "Voz no vento passando entre poeira
    Edifício
    Árvore noutro poema
    Fico à sombra da vide e do esteio no Outono

    E enxerto a luz
    Em tudo o que nomeio"

    O "ventos" fez-me lembrar o Daniel Faria neste poema que deixo.

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  2. maresiaE o vento cansando mexeu meus cabelos, que resistiram e não voaram....e ficaram..

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  3. Há um vento
    que desnuda a minha alma
    ferida
    sensível
    calada
    entre o prazer
    de ser
    e a dor
    de sentir
    com coração
    de criança...

    Há um vento
    que me desperta
    deste marasmo
    e me
    trás vida
    e sentido...
    mesmo que
    sem esperança.

    Um abraço ;)

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  4. Os ventos fortes, desta manhã, trouxeram-me de volta.
    Não sei estar ausente de vós...
    das vossas palavras...
    Um abraço e boa semana :)

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