7 de outubro de 2005

as mãos

Tenho duas mãos que se abrem e fecham, como flor, mas só uma vida inteira as ensina a ser cor…
Fecho as mãos como quem fecha os olhos, mas o universo escorrega entre os dedos que rezam…
Só o olhar sabe guardar o Universo, vendo-O…

In “ Apontamentos para um manual da serenidade” ou como para sentirmos devemos sobretudo, estar de fora

4 comentários:

  1. Só o olhar sabe guardar o Universo...
    E fecho as mãos
    como quem fecha o olhos,
    e guardo...

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  2. Minhas mãos cheias de nada, vazias de tudo...minhas mãos...guardam o calor de outras mãos, para me aquecerem quando precisar de outras mãos

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  3. Mãos
    que se abrem e fecham
    como flor...

    chuva no poema
    noite que flutua na rua
    numa estranha geometria
    pontuação que se fecha
    sobre o tempo
    colhes
    o frio
    com as mãos
    e
    as virgulas
    dos poemas
    desenhas o
    rosto dos segundos
    mistério...
    na figuração do espaço...

    Um beijo grande

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  4. as minhas mãos apertam as tuas num cumprimento firme e amigo.

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