21 de outubro de 2005

feitiços-da-terra ( desenhos-da-terra)

Risco,
o desenho-da-terra,
sulcos,
soluços-de-cor, que me embaraçam, o ver,
no bailado do sol,
a renascer…
Risco,
o riso-sorriso-da-terra,
que me afaga em ondas de mar,
e
pinto, de asa-flor,
com olhos de amar,
uma tela,
em tons meus,
de aguarela,
castanha, vermelha, verde, lilás,
Amarela…
Risco,
pós-de-cor,
de giz,
cinzelado-ao-vento,
o poema que diz,
lento,
a forma que fiz,
do rio que passa,
a dançar feliz
nos cabelos-mouros de uma cigana,
enlaçados,
em flores-de-liz,
quase linda,
quase bela…
Risco,
a-cor-da-terra-que-me-leva
e
lava,
enfeitiçado,
no barco que me navega,
ao som do mar,
ao som da vela,
neste dia que me foge,
em sonho,
singelo,
alado…

5 comentários:

  1. Risco - minhas mão insistem em sonhar cores vivas. Risco - restauro meus sonhos quando o dia adormece. Risco – sobrevivo aos lamentos azuis da minha alma. Risco – sou fagulha nas primaveras que transbordam girassóis.


    Você tem belas imagens aqui. Permita-me visitá-las.

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  2. Riscos
    Rabiscos
    Risos
    Riscos
    Restauro
    Reparo
    Respiro
    Rio-me
    Resisto

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  3. "... Risco,
    a-cor-da-terra-que-me-leva
    e
    lava,
    enfeitiçado,
    no barco que me navega,
    ao som do mar,
    ao som da vela,
    neste dia que me foge,
    em sonho,
    singelo,
    alado…"

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  4. *sorriso*
    (à medida que lia o texto)
    parabéns, gostei muito (:

    ***

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  5. quando vou a praia costuma com um pau ali deixado desenhar um coração na areia molhada e esperar que a onda leve o desenhado como um alado em asas que vai a voar no azul a cor que ando sempre a sonhar.
    fizeste-me lembrar algo muito bonito como o teu poema.

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