17 de outubro de 2005

outonos

Arvorei-me sob um Castanheiro, sem procura de cor, nem sombra.
Sentei-me apenas para O sentir e deixar que o tempo se extinguisse num nada e se transformasse em quietude.
Silenciámos segredos na cumplicidade da nossa fantasia, embalados nas folhas que se coloriam de Outonos…
O dia desbarulhou-se , só para não nos incomodar e ali ficamos a fingir-nos vivos em transparências de vento, até ao regresso do tempo…

8 comentários:

  1. São mágicas as árvores antigas, contam histórias do centro da terra ou trazidas pelo vento e ensinam-nos a virtude da paciência...

    ResponderEliminar
  2. mágicas palavras que reinventas no correr da força que elas te segredam e nos dás
    beijinho, Zé

    ResponderEliminar
  3. Brincando
    com as palavras
    o
    Outouno
    virou primavera

    ResponderEliminar
  4. Pintas de tal forma as tuas palavras que ganham sentidos que não conhecia...se visses as vezes que fico aqui a olhar para elas a tentar senti-las. Depois saem disparates a maior parte das vezes mas a verdade é que não te sei comentar.
    Os teus "textos" não se comentam, sentem-se!

    (amanhã posso pedir-te ajuda para as outras cores?)

    ResponderEliminar
  5. O Outono... essa estação mágica de castanhos e avermelhados... gosto!
    Um abraço ;)

    ResponderEliminar
  6. Queria-me folha, assim adormecida num leito de esperança,
    Aconchegada em tons de Outono,
    Sentindo cúmplices fantasias,
    Em quietude, sob amena brisa...

    ResponderEliminar