3 de outubro de 2005

sede

Bebi um verso,
Sôfrego de cor,
No calor-do-não-estar-aqui…
Bebi-o!
Todo,
para respirar
e
perder-me no olhar,
sem dor,
por ali…

6 comentários:

  1. Sentir
    o corpo
    nas margens
    todas as manhãs
    completos os oboés da infância
    portões
    inadvertidamente abertos
    trazendo uma música suave
    campos alísios de terra exposta
    qual
    peito sem escudo
    respiração profunda
    lenta...
    uma gota de suor
    que cai das têmporas
    do tempo
    sede...
    de sabor a sal
    que rega a tua memória
    na filigrana
    de um sorriso

    Um beijo

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  2. Pintando
    cada ápice do olhar
    como uma aguarela
    respirando
    apenas da luz
    do colorido.
    E perdido de cor
    vou...

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  3. Caramba, homem, também não era preciso tanto!

    [pronto, lá vem esta estragar os comentários aqui do sítio! Mas alguém tem de animar isto, não?]

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  4. "Pedem tanto a quem ama: pedem
    o amor. Ainda pedem
    a solidão e a loucura.
    Dizem: dá-nos a tua canção que sai da sombra fria.
    E eles querem dizer: tu darás a tua existência
    ardida, a pura mortalidade."

    (Herberto Helder)

    Um abraço e grata pela tua partilha ;)

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  5. como se comenta (n)um poema? sentindo o que o poeta não sentiu e só a gente sente do verso que ele pariu/gerou
    e mais ainda, nada dizer de palavra senão que seja outro diverso poema antes sentido pela gente tão profundamente que ao escrever ele seja tudo tão diferente que parece mais e sempre um poema de silêncio
    um abraço

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