9 de novembro de 2005

finjo-Me, a mim...de SER!

Não queria deixar apagar a vida, como quem extingue um cigarro, absorto no nada, sem visão de mim. Incompleto. Mas,
vezes há, que nos extinguimos na solidão de uma bruma espessa…
Só oiço o mar, que me chama,
sem chama,
na ilusão do estar aqui…
Desenho um círculo com um tamanho,
só,
sem dimensão…
Estou , numa ausência irritante de me querer num Eu que já não sou…
e
finjo,
finjo-me,
cores como quem dissimula vida nesta noite-quase-escura, que me tolda a visão,
e
finjo
finjo-me,
passos,
caminhos,
empurrado pelo querer de ser onda,
de ser pássaro
e
vivo-Me no delírio de SER!

3 comentários:

  1. se não me tivesses avisado...
    quem ficava cheia de sombras era eu!!
    vê se abres as janelas para entrar o sol!!
    as sombras só são reconfortantes no verão!!!
    beijos e muito colo que a vida tem de ser levada em festa

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  2. Sentes
    não sentes
    as tuas cores
    espalham-se e
    nunca deixarão
    o teu
    NÃO sentir....

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  3. "...Mas,
    vezes há, que nos extinguimos na solidão de uma bruma espessa…
    Só oiço o mar, que me chama,..."

    ... sentimentos contraditóris do nosso íntimo, são como o mar...as ondas nunca são iguais...

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