30 de novembro de 2005

mocho-cego

as palavras não me dizem. nada. já não! desfazem-se no(s) silêncio(s). caídas. sozinhas. no vazio das letras sem sentido(s). delas. os meus, já não se desenham. nelas. desenformam-se deformadas em nuvens-de-pó, de giz colorido nas-chuvas-de-estio, em vapores-de-solidão-desabraçada, nas noites de mocho-cego. macho. enfeitiçado. as palavras não me dizem. correm sem mim, no poema que não fiz. é dia de poetas. estou surdo. invento vazios. cinzentos.
e
as palavras. aqui.
e
eu sem mim.

5 comentários:

  1. fiz o silêncio com palavras, para o escutar no vazio das noites de inverno

    beijinhos

    lena

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  2. adorei bastante...

    bom feriado
    beijinhos

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  4. Almaro,
    porque é que para se escrever bem, temos que ter em mente uma cor tão negra (escura)?

    Um beijo,
    e que a tua surdez faça com que os meus olhos se apaixonem mais e mais pelas tuas palavras... :)

    ( lol :P ** )

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  5. Caro Almaro

    Primeiro deixa-me dizer-te que adorei o novo aspecto da página. A imagem está fantástica.

    Quanto ao texto, sugere-me a total ausência de tudo na imensidão que te rodeia. Ausência de palavras, corpos e cores. Apenas nada.

    Abraço

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