17 de novembro de 2005

resistir

resisto
sem sentir
em revolta surda,
amordaçada…
resisto
cansado
das palavras que se transformam
em reflexos que não pintei...
resisto
de ser palavras
que não sei…
mas,
não desisto
de ser palavra alada
porque só me sei vento
que abraça sentimento…

7 comentários:

  1. com as palavras fiz um poema
    ou foi uma tela
    de aguarelas
    elas são
    mulher criança
    cabelos soltos
    ao vento
    sorriso inegmático
    porte de princesa
    que parece querer
    saltar da
    moldura
    não sei se foi poema
    se foi
    tela...

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  2. As
    quimeras voavam
    com a doçura
    que devem ter
    nas visões místicas
    as asas
    sempre brancas dos anjos
    as folhas desprendiam-se
    como
    olhares de poeta
    a natureza empalidecia
    mirrava-se
    como se a terra
    exuberante e viçosa
    se espiritualizasse
    e
    amaciasse
    para um recolhimento claustral
    mas
    para os corações encantados
    para a legião dos bardos
    de canto triste
    o
    Outono
    cria e
    abre
    rosas mais redolentes

    Beijinhos

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  3. "...mas,
    não desisto
    de ser palavra alada
    porque só me sei vento
    que abraça sentimento…"

    Pintando na brisa
    a doce tonalidade
    deixada embutida
    em cada passagem
    em cada toque
    em cada palavra
    abraçada no sorriso

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  4. Uia! Quanta gente poetando por aqui!
    Deixo meu beijo como marca da minha visita!

    Beijosssssss

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  5. "...resisto
    de ser palavras
    que não sei…
    mas,
    não desisto
    de ser palavra alada
    porque só me sei vento
    que abraça sentimento…"

    As palavras que saem da alma...

    Um abraço e bom fim de semana ;)

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  6. É esse sentimento que alimenta as cores das tuas aguarelas!

    Abraço

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  7. Palavras...lindas ...de tão sentidas...ganham vida!
    Sempre, BShell

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