1 de março de 2006

a viagem...dos dias

os dias passam,
mortos!
sepultados no (des)ver das cores que insistem em não se transformarem em flores de jardim selvagem…
os dias passam,
em
i-m-a-g-e-m
que se perdeu na
margem,
entre as asas gigantes de uma papoila,
que voava sem raízes nem sementes,
mas que ia,
( sempre )
c-o-n-t-i-n-u-a-m-e-n-t-e
em
viagem!

6 comentários:

  1. Querido Almaro

    Não esqueças
    o sol
    para uma súbita alegria...

    Beijinhos

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  2. Betty: não, não esqueço o Sol, mas que há dias que nos passam mortos pela janela, há!
    desfazem-se em cinzas!
    resta-nos, (nestes dias), as imagens, que pintamos directamente da fantasia e deixar-nos ir em viagem, empoleirados numa enorme pétala de papoila que desenha no cinza, um planar de linha rubra...

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  3. ...na viagem suprema
    de viagens
    terrenas,
    onde erramos
    em impermanente
    desejo
    de não
    querermos viajar,
    mas onde buscamos
    alento de alma,
    na voragem
    dos dias
    somos viajantes
    unos
    solitários,
    que um dia
    viajaremos
    sem regresso...

    Um abraço ;)

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  4. menina marota: Vezes há que nos pomos a viajar, outras que no impelimos para o partir. Eu ando sempre entre uma e outra despreocupado com o regresso.

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  5. Sara: gosto do termo Almarito…faz-me lembrar uma série de televisão que via em menino de um outro menino “Joselito” . Traz-me lembranças de aventuras que faz esquecer a imagem que reflecte do espelho, meia grisalha, meia ausente…

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