29 de março de 2006

ao vento, com a loucura de Ser, ou a confusão de me passear vazio

Ah, esta loucura de me passear vazio, à procura do abismo que me persegue em sombra, vai acabar em aguarelas cinzas, matizadas de pétalas de papoilas-novas, em forma lágrima de palhaço que ri, a navegar na Nau Catrineta, com as velas a bolinar descobertas, nos labirintos que me preenchem o eu…

NOTA: não podia deixar de ser confuso, até para quem escreve, pelo que se aconselha a não leitura e deixar que o dia passe...

6 comentários:

  1. a noite rodou até ao meio dia. cambaleei no vómito aflito. as papoilas andavam dependuradas nas asas das gaivotas. subi com elas. de novo o vómito.
    (não estava em condições do SONHO. não entendi os sonhos. não senti!)

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  2. seila: mas nem sequer é sonho, é uma angústia inteira que me esvazia o olhar. Sei, quando assim estou, que me escondo nas cores e normalmente as que me sobram da angústia são os cinzas e os vermelho aguarela. Quando as pinto rio-me de mim, porque quando o faço sou eu todo por dentro com a ansiedade profunda de me querer fugir e de vagabundear com o vento e o mar. Não precisas pois de sentir, muito menos de te nausear com angústias que são só minhas e que escrevo apenas para me orientar no sentido que me levo nos passos...

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  3. ah loucura
    de ser
    estonteante
    em marés
    azuis
    de corais
    por florir...

    Dá-me tinta
    em caneta
    que seja
    oermanente
    em
    meu coração
    vagabundo
    maroto
    mas
    pleno
    de ilusão...

    Morrem as marés?
    Morre a nuvem
    cinzenta,
    que para lá
    do pensamento
    voa no horizonte?

    Ah loucura... soberba loucura...

    deixa-me assim vaguear e afogar em mim...

    Beijo

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  4. O dia passou e a leitura ficou

    Talvez

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  5. menina marota: sim tens razão! vezes muitas, quando nos sentimos plenos de liberdade, onde apenas o momento importa, é a sombra da loucura que se nos prende aos passos, como se fosse um balão multicolor preso aos olhos de um menino...

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  6. talvez: dia passou? não sei. fica a deslembrança que ainda anda por aí preso na angustia de quem o não usou por inteiro

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