15 de março de 2006

as deslembranças

a (des)memoria tem esta virtude ( mentirosa? ) de inventar o tempo,
e
d’o brincar,
colando-o,
sem lhe pedir autorização ou obediência,
(adiando-o?) ...
[ganha uma espécie de liberdade que navega,
sem verdade
nem limite,
que transpira na pele, misteriosa-de-ausências,
( carente?)
como uma flor-rebelde
que se fecunda
ao sol
em voares
(suspensos?)
lentos
de um caracol,
pintado ,
irreal,
num desenho,
sem ponto final]

nota: devia existir um itálico inclinado… ao contrário, uma espécie de portucálico…
Informáticos, Inspirai-vos!
( assim sou obrigado ao que não gosto. usar parênteses rectos, como se coubesse matemática no que escrevo)

2 comentários:

  1. Querido Almaro

    As [des]lembranças
    têm momentos sublimes
    mas só por momentos
    outros
    demora a remoção dos ruídos
    ... gestos fundentes
    intensamente concisos
    como a ferida
    que nos visita no Outono
    andando à volta
    da agilidade da chuva
    ... sempre a chuva...

    Beijinhos

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  2. Betty: tenho algumas deslembraças que me desenham vazios...

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