20 de março de 2006

guardador de gritos

guardei toda as chaves das portas que me labirintam,
numa árvore,
sem raízes…
nos (des)passos,
que me antecedem,
mergulhei no vazio de mim…

insurrecto de existir…

4 comentários:

  1. o encontro connosco no vazio leva até muito longe...

    :)

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  2. Querido Almaro

    Quero
    levantar os meus braços
    apanhar
    todas as palavras
    e
    guardar
    nos meus bolsos rotos
    os [des]sentidos
    de todas elas

    de olhar
    [des]prendido
    fixo a árvore
    [desen]raizada
    que ao longe
    a minha vista
    alcança

    «o espaço não se repete» - diz-me
    o tempo
    e mesmo o tempo
    dificilmente
    encontrará sua visão
    no exterior da paisagem...

    Beijinhos

    Boa semana

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  3. betty: Nos bolsos rotos guardam-se as estrelas
    ou
    vezes outras,
    berlindes que jogam instantes multicoloridos, ( des) sentidos…
    um beijo

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  4. Seirén: gosto de acreditar que nos leva para o instante da descoberta!

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