5 de março de 2006

perguntas, medidas, sem tempo...

Apetece-me falar de tempo. Hoje .( seja qual for o significado palpável ou etéreo do “hoje”). Do tempo. Contado. Medido. Apenas porque ele me apareceu lúcido no destempo. Claro. Límpido, de se me mostrar inteiro!
Um ano. Um mês. Um dia. Uma hora. Um segundo. Medidos , todos os fragmentos entre círculos. Voltas do mundo sobre si mesmo. Rotações do nosso-pequeno-mundo…
E o sol?
Um ano de sol, quantos anos são do nosso-pequeno-mundo?
E um ano da Via Lactea, quantos anos são do nosso pequeno e ínfimo Sol?
Já imaginaram quantas eternidades são um segundo ínfimo da nossa Galáxia?
Já imaginaram como tudo é um instante ínfimo, que cabe numa eternidade de olhares e de vidas que se sucedem?
E um segundo do Universo? Um instante ínfimo que nos vive longe e simultaneamente intimo do nosso sentir, do nosso eu?
Ah! Como somos pequenos se não tivermos a ousadia de criarmos o nosso existir, na fantasia de sermos simplesmente poetas, cousa única em cada um de nós!
Sobre que eixo do destino gira o Universo que cabe inteiro, dentro e fora do nosso Eu?
Não sei! São tudo instantes do destempo!

4 comentários:

  1. Querido Almaro

    A ciência não sesolveu todos os mistérios e não pode impedir o espírito humano de preferir outras respostas que não as suas.

    Há 15 000 anos, os homens não tinham outra: as únicas traduções do mundo a que tinham acesso eram mágicas...

    Sabes
    que todo o tempo
    é só um sol
    que a palavra
    acabará por se gastar

    não te surpreendas
    se o silêncio
    se demorar nas mãos
    ou de repente
    a respiração da chuva
    se tornar imperfeita

    por mais
    que olhes o poema
    nele a água
    não será mais
    que uma carícia... ausente

    Se não guardares
    dentro de ti...
    cada gota... do sentir

    Beijinhos

    Bom domingo

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  2. Betty: não sei se a ciência tem respostas, ou se apenas nos mostra um olhar, um ponto de fuga. ( acredito que daquele ponto, naquele instante, quem por ali olhar o Ver, verá o que a ciência diz), mas o existir terá sempre esse mistério de Ser todos os pontos de fuga no UM, o que só por si impede de ser Visto, porque por mais que ousemos estamos sempre dentro.
    Sabes…apenas no sentir ( ou no sonho) temos a capacidade de interagir com o UM porque com o sentir, (ou no sonho) temos essa capacidade de sairmos de dentro…

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  3. ..."Ah! Como somos pequenos se não tivermos a ousadia de criarmos o nosso existir, na fantasia de sermos simplesmente poetas, cousa única em cada um de nós!"

    Mas não somos pequenos...poruqe somos ousados...

    Um beijo do tamanho do mundo e arredores...

    Sempre

    BShell

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  4. concha azul( que mania esta de te mudar o nome…ou de azul, sim porque "blue" é tão diferente do azul ( cada mar tem o seu…azul)): somos cada um de nós do tamanho da nossa sombra e da nossa ousadia, tudo isso passa ( no entanto) pelo acreditar e que esse só depende de cada um...

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