27 de junho de 2006

(re) visitas

Fui a tua casa(*), Entrei, Sem bater.
Procurei-te, No silêncio,
de te Saber.
Encontrei-te, No silêncio,
de estares, Só, Imóvel, De cor, Na cor, De parede, Na parede…
Olhei-te, No silêncio,
de te Ser.
Sempre que te visito
e
reencontro, Respiro-te, Bebo-te, Na imaginação dos passos que deste sem mim.
Fui a tua casa, Entrei, como quem entra na escola com o olhar todo por preencher.
Respiro-te, Inspiro-me com se os olhos fossem pulmões…
Entrei, Sem bater, Só, para te ouvir ( Mestre **), Nas surdinas da cor.

(*) Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão / Fundação Caluste Gulbenkian
(**) Mestre José de Almada Negreiros

2 comentários:

  1. Sede de tudo ver....de preencher o olhar...
    BS

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  2. Querido Almaro

    É na Sede
    do Ver
    que sinto o meu Olhar
    procurar o Saber
    no toque do Respirar
    seguindo a ponta
    dos meus Dedos
    "nas surdinas da cor"
    Repiro-te
    com Avidez
    de
    Aprender...

    Beijinhos

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