21 de julho de 2006

o abutre

sentou-se no horizonte, um navio, enorme, a rasgar o céu, pesado de fumos e de vermelhos-cinza,
a fingir que se movia…
não vinha
não ia
ali estava…
abutre de sonhos…

3 comentários:

  1. ando tão escassa de poesia nas minhas letras que a prosa me sabe a indigestão. aqui qualquer letra é poesia. sempre poesia.

    ResponderEliminar
  2. seila:mas vezes há em que a poesia ( aquela que foge das palavras) nos assusta e nos fere... laminas de aço fino de sublime dor, que não passa...

    ResponderEliminar
  3. Dá-me voos de pelavras
    em sentimentos
    de mares
    nunca antes alcançados.

    Dá-me voos de cousa
    que tragam em esperança
    o azul do céu
    o branco das nuvens
    o colorido dos pássaros...

    Dá-me o voo livre
    da gaivota,
    o cantar do melro,
    a beleza da cotovia...

    Dá-me tudo isso
    e serei feliz,
    mesmo sabendo
    que algures
    na ponta de um mastro
    um abutre espera...

    Um abraço e bom fim de semana ;)

    ResponderEliminar