29 de outubro de 2006

forma de pedra

Esculpi
( escrevi?)
uma pedra,
como quem guarda
( grava?)
uma ferida.
Feri-a.
Fria.
Sombra de rio…
Gravei numa pedra,
um palhaço,
d’aço
que ria.
Fria. A pedra,,, informe de mim

2 comentários:

  1. Querido amigo Almaro

    Dentro e fora
    do nosso próprio corpo
    erguendo as persianas que se ajustam
    à estreiteza da nossa escuridão
    a grande lezíria do silêncio
    ficou-nos no bolso
    ou entre as mãos
    aquela pedra fria-frial
    tão vaga e – inanimada
    esculpida
    com as nossas mãos
    que um dia lhe damos
    um nome

    só que já não o[a] reconhecemos

    (para ti meu querido amigo)

    Um beijo

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  2. betty:o silencio, é por vezes o sangue da alma, quando derramado grita,e fere, quando rio-interior, resguardado no ser,,, alimenta.

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