3 de novembro de 2006

parar,,,o tempo

Ele ( cousa estranha esta, de chamar ao Eu,,,Ele !) voltava todos os dias, ao mesmo instante (*),,,ao mesmo lugar, para ver o Sol desfazer-se do dia, no Mar. Dia após dia,,,na ilusão de assim, parar o tempo. ( como um fonte luminosa, que se ilude pintar a água em caleidoscópios infantis, e no entanto (a agua), continua translúcida, lúcida de transparências puras…)

(*) voltava, não à mesma hora,,,que o Mundo tem artes bizarras de andar por aí “vagueante” sem respeito por horas ou relógios, o mesmo instante, é o do “desdormir” da noite, aquele em que o Sol se “des(h)orizonta”...

6 comentários:

  1. "Ela (cousa estranha esta, de chamar ao Eu,,,Ela !) voltava todos os dias"
    Apeteceu-me brincar com as tuas palavras que, se encaixam bem no que te vinha dizer.
    É que eu venho todos os dias, nem sempre à mesma hora. Nem sempre comento, faltam-me por vezes as palavras, outras vezes gosto do silêncio em que fico.
    Não é abandono, não é sequer esquecimento, não é nada de mau.
    É... apenas !
    E hoje quis que soubesses que venho. Todos os dias.
    Beijo do tamanho da Lua, meu querido amigo

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  2. ...não à mesma hora, voltava, sem respeito por horas ou relogios, que o mundo tem artes bizarras de andar por aí vaguendo, é do não dormir, da noite, em que o Sol não se horizonta...

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  3. Querido Almaro

    Como fala o silêncio
    que se [re]faz
    ou
    se ilude no mar
    grave miragem
    a mim chamei
    se foi meu destino
    ou
    hora marcada
    [des[norte
    que não me perturba
    um-quase-nada

    viagem que comecei
    ...no parar de ponteiros
    dum olhar
    que teima ser relógio
    num peito a bater...

    Beijinhos
    Boa Semana

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  4. Maria Alfacinha: sinto-te os passos, em silencio, nos silêncios de ti. sinto a voz sem palavras, a sorrir. sinto que passa um brisa, entre letras a voar no silêncio do sentir. sinto que passas, por aqui sem fingir...

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  5. pi: o sol aí, nessa ilha distante horizonta-se, aqui nesta terra de instantes, deshorizonta-se sem mim...
    ps: que raio de comentário este ( o meu)mas foram as palavras que cairam assim, assim ficam ( defuntas,,,de mim)

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  6. betty :O silêncio, este que me abraça, interrogativo, perde-se no eco do mar e do vento. longe do destino, impõe destinos sem gritos,,, famintos… [ de existir sem labirintos]

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