1 de fevereiro de 2007

Por vezes perco-me quando encontro o mar. duvido tudo,,, só o som do búzio me sabe falar. Não diz, não cala, transforma-se em ar

Ah,,,fosse eu a raiva deste mar-animal
e
saberia de cor, a cor deste azul-sal
que se entranha,
estranho, no abismo que se fende
neste sonho, real
de ser nuvem-sangue,
que se passeia
cega
no areal…
( para que fique claro
e
não se duvidem das cores que pintam e dividem as palavras, o areal que se diz, está encoberto de sementes de girasol que alimentam o farol, de amarelos queimados pelas estrelas que dançam e velam lentos, quais bailarinas vestidas de lençóis, coloridas de ventos)…

2 comentários:

  1. Linhos, cambraias, brocados
    gazes, chitas
    um cotim coçado.
    Tecidos se esvoaçam:
    panos esgaçados
    véus de muitas cores
    tintos em flores
    cascas de árvores
    terras.
    Tecidos quase fios.
    Transparências:
    uma gaivota
    um gato
    os lápis
    (muitos lápis de cor)
    a nuvem
    (uma perdida nuvem)
    e um menino a ensaiar olhares
    a acarinhar entre dois dedos
    um lágrima
    (depois de te andar relendo por aqui)

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  2. seilá:
    passos, (verdes , azuis, amarelos, carmim) pisados,
    ventos, leves, suaves, bravos
    saudades, abraços, laços,
    passos
    voados
    aqui
    ali
    em letras
    lidas relidas, por ti
    passos,
    saudades, abraços, laços
    encontrados
    aqui
    ali,

    sei, eu
    aqui,
    em mim
    nos passos que dás,
    em ti...
    (depois de te sentir a andar por aqui)

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