11 de setembro de 2012

agrilhoar a luz



guardei a luz, fecundada,
num grão de pólen,
à espera da noite
para não se perder
nas cores mastigadas
da terra
( sêca de  sonhos! )

1 comentário:

  1. ferrolhei cores
    e pintei voos
    no olhar do homem
    para sempre menino
    e ficou
    ali - dependurado
    no olhar dela - a mulher
    para sempre menina

    e foram voando no declínio
    da tarde

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