30 de junho de 2020

(des) beber


vesti o céu do avesso e pintei-o de trigo e sol,
triturei-o-tempo com o ranger dos dentes e soprei estrelas-de-sabão,
fechei-me-cego,
e abri a porta para beber-a-noite-no-devasso-do-dia,

ébrio de cores e ventos, mutilado no (des)ver,

de um trago só!

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