30 de agosto de 2020

sombras

 Abracei, com a minha sombra, a árvore da cidade,

Cinzelei-lhe as cores, em matizes negros de mim e fiquei a ouvi-lhe a seiva do tempo…

murmurava,

gravida-de-histórias-de ventos,

com a lentidão do chilrear-dos-ramos,

para me embalar no sono e no sonho, na tentativa de encolher-me o abraço que a anoitecia…

2 comentários:

  1. foi só a sombra (a tua)
    que abraçou a árvore da cidade

    mas, a cidade inteira queria ter o teu abraço
    e muitos abraços
    que não se dão
    e se perdem por aí ...

    :)

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  2. PI: abraçar uma árvore cm a nossa sombra é coisa de enorme responsabilidade, porque trocamos os segredos e os segredos não se partilham , mas que aos poucos nos transforma no próprio segredo

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