28 de outubro de 2004

borboleta

Trago-te esvoaçada,

irrequieta,

a voar em mim.

Borboleta-leque, alada,

em traços branco-rubro-jasmim.

Círculos que se dançam e me tocam em cores de giz,

cantas em vento, um segredo

que me diz,

“sou borboleta-flor, vem, não tenhas medo,

estou aqui”…


6 comentários:

  1. Ilha de Cos


    Eu sabia que tinha de haver um sítio

    Onde o humano e o divino se tocassem

    Não propriamente a terra do sagrado

    Mas uma terra para o homem e para os deuses

    Feitos à sua imagem e semelhança

    Um lugar de harmonia

    Com sua tragédia é certo

    Mas onde a luz incita à busca da verdade

    E onde o homem não tem outros limites

    Senão os da sua própria liberdade

    Manuel Alegre

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  2. Sonhamos ser borboletas, pelas sua liberdade e beleza, pela sua alegria e devaneio... ;) bjs

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  3. Borboleta sonhada e tão real, embora...
    Colorida, sim, pelas tuas mãos de mágico de cores. Branco-etéreo, rubro-paixão, jasmim-amor estonteante de perfume, que te toca, ao de leve, no sentir.
    E te cicia, amorosa,em dança-esperança, envolvendo-te em brilhos de abandono.
    Irás tu?...

    beijinho, Almaro.

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  4. Hoje não estou poeta. Borboleta bichinho que adoro, mas não deixo de pensar quão perene é... Sem falar daquelas que esvoaçam malucas à roda da lampada acesa, atraídas, sem saberem que se vão queimar... Mas essas não têm côr. São daquelas da familia das traças, que matamos sem pudor.. beijo

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  5. Meu caro amigo: outro poema de excelência.
    Muito belo.
    A analogia com a borboleta parece-me genial.
    Este é um daqueles poucos espaços onde os sentidos falam mais alto.
    Um forte e sentido abraço

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  6. ... Já tinha saudades de te ler.
    O tempo começa a ser muito pouco, mas é sempre com grande satisfação que aqui venho e que, naturalmente, esboço um sorriso.

    :)
    Um beijinho, almaro ;)*

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