29 de outubro de 2004

no país onde há folhas que insistem em ser verdes, mesmo no outono

Sento-me no olhar.

À espera de um nada.

Transformo os sons que me envolvem o dia, em cores com odores de canela.

Pinto o vento e a chuva.

Parado no tempo, sem espaço, num ponto do Universo.

Hoje sou sombra-de-colibri, personagem de uma história de fantasia, num mundo onde a luz e as cores nos falam a sorrir, escondido debaixo de uma folha que insiste em ser verde, maravilhado com o sentir.

14 comentários:

  1. O silêncio

    Dos corpos esgotados que silêncio
    tão apaziguador se levantava!

    (Tinha uma rosa triste nos cabelos,
    uma sombra na túnica de luz...)

    Para o fundo das almas caminhava,
    devagar, o sonâmbulo silêncio.

    (Que apertados anéis nos braços nus!)

    Mas o silêncio vinha desprendê-los.
    David Mourão Ferreira

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  2. E eu sento-me num nada, à espera de um olhar! Beijo e bom fim de semana. Aceito a sugestão do jardim, embora ande muito fartinha de verde e relva! Sabeso o trabalho que dá manter verde a relva?

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  3. Almaro! não é preguiça, não! é relação com...escrevi no Ognid ontem e na Wind fica aqui para ti
    oiro fininho... estrias
    transparece de verde à branca luz
    oiro amarelo trivial banal
    de verde transparece de finura
    assim os oiros de jardim
    oiros de outonos
    amarelos antecedendo
    verdes
    espessuras de contraste
    outonos com primaveras
    (verdes e gloriosas primaveras)
    a esconderem-se
    a nascerem
    na fina, translúcida
    luminosidade única
    do oiro outonal
    de luz rasante

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  4. { … dou-me a conhecer: “colorido em[veludo] escrito - flor de[tempo] [parecer] n[a noite] amanhecer [querer]” © de[mente] … }{ abraço }

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  5. esperar o nada é olhar o vazio, sentir todos os sons do universo, em plenitude total. Num ponto, momento cativo no tempo, colocamos a ausência. E aí permanecemos em sintonia com os perfumes que nos acariciam e nos chegam nas gotas de chuva e no murmúrio do vento. Como o aroma da canela...
    Olho o horizonte e apercebo o esvoaçar de cores em forma alada, em realidade única de personagem sonhada...

    Beijinho, Almaro.

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  6. encanta-me esses teus sentires... bom fim de semana. Myryan

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  7. Há assim momentos de nada que se transformam em cores com aromas de canela (que delícia!)...
    Feliz dessa folha que continua verde!E feliz de ti, personagem de uma história de fantasia!
    http://devaneio.blogs.sapo.pt/

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  8. "Hoje " és??? Tu és o que quiseres ser...sempre! Confia em ti! Um beijo...

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  9. "Hoje " és??? Tu és o que quiseres ser...sempre! Confia em ti! Um beijo...

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  10. Almaro tenho andado com pouco tempo livre...mas fiz questão de aqui vir ler-te...e que bom sentir este mundo de fantasia...onde a tua personagem se encontra escondida de baixo de uma folha verde...é o verde da ESPERANÇA! Há-que mantê-la sempre!!!
    Uma boa semana para ti.
    Um beijo*.

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  11. Seta-te no olhar, aprende observando... só vale a pena parar se a paragem nos trouxer algo de novo... (geralmente traz) ;) Bjs

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  12. Continuo fascinado com esta escrita.
    Abraços, amigo Almaro

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