( um dia destes, no destempo da noite…grito-os!)
tenho uns olhos em forma de lápis, mas nem sempre de cor... Sei que sou esquisito mas a vida moldou-me assim... ganancioso de SER por inteiro e não me caber por inteiro em mim.
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13 de abril de 2009
13 de março de 2009
no silencio de um grito
Sem data,
escrevo,
no ocaso do dia, ao acaso,
no destempo de mim, como se a esquizofrenia andasse a marulhar.me a alma.
Sompram.me ventos, agrilhoados nos gritos que me fogem, no silêncio que me atropela as cores.
No entanto escrevo, como se o tempo não tivesse instantes…
(...)
Passeio nestas ruas-canal, sem o espelho da memória, Indiferente à cor, ou mesmo à linha do horizonte urbano que me ensombra o olhar.
Passeio-me como fantasma, sem voz, impedido de ser autentico na revolta que me arde as lágrimas dos olhos…
Sem data,
caminho entre nadas e futuros a carregar os sonhos de quem não se conforma com a mediocridade do cinzento das sombras…
escrevo,
no ocaso do dia, ao acaso,
no destempo de mim, como se a esquizofrenia andasse a marulhar.me a alma.
Sompram.me ventos, agrilhoados nos gritos que me fogem, no silêncio que me atropela as cores.
No entanto escrevo, como se o tempo não tivesse instantes…
(...)
Passeio nestas ruas-canal, sem o espelho da memória, Indiferente à cor, ou mesmo à linha do horizonte urbano que me ensombra o olhar.
Passeio-me como fantasma, sem voz, impedido de ser autentico na revolta que me arde as lágrimas dos olhos…
Sem data,
caminho entre nadas e futuros a carregar os sonhos de quem não se conforma com a mediocridade do cinzento das sombras…
1 de julho de 2008
20 de junho de 2008
pausa de mim
bebi, ébrio a cor da noite e deixei adormecer o sonho, como quem morre dentro da alma e se transforma no marulhar dos búzios...
10 de março de 2008
silêncios ao fundo, diluidos...( esquecidos?)
Mastigo o silêncio no palato-mortalha de mim,
oiço os caniços e o vento,
escuto a guitarra-cigarra-que chora,
Cidade-véu que me atordoa e me engole sem fado...
Homem alado, perdido na ilusão
de não ser Homem-multidão...
O silêncio rói
e o que sinto,
como um búzio esquecido
no eco de mim...
oiço os caniços e o vento,
(como um marinheiro que procura a estrela, para lá do fim…)
escuto a guitarra-cigarra-que chora,
Cidade-véu que me atordoa e me engole sem fado...
( susurrando baixinho,
vai e-m-b-o-r-a . . .)
Homem alado, perdido na ilusão
de não ser Homem-multidão...
O silêncio rói
e o que sinto,
( trovão)espraia-se diluído no infinito,
como um búzio esquecido
no eco de mim...
7 de novembro de 2007
procuro
Procuro rotinas, pequenos gestos perdidos, odores, cores, sombras, recantos,
( abismos?)
Procuro no escuro, os passos, os ecos, os afectos, os recatos, os poléns,
( memórias?)
Procuro como quem voa nos alísios, Búzios
( sempre eles,
a marulhar, suspiros).
Só,
num turbilhão de acasos,
vou ,
inseguro, inquieto por travessas, travesso,
por ali.
É este o desenho dos laços que me atam no desacato de mim.
Livre?
Sim !
(Parti de Ti, linha sem começo nem fim...)
Procuro o espaço, o ponto, O centro, dos passos,
sem compasso,
sem norte…
Há liberdade sem passos? Sem morte?
(Procuro rotinas,
à sorte…
e vou,
por aí….)
( abismos?)
Procuro no escuro, os passos, os ecos, os afectos, os recatos, os poléns,
( memórias?)
Procuro como quem voa nos alísios, Búzios
( sempre eles,
a marulhar, suspiros).
Só,
num turbilhão de acasos,
vou ,
inseguro, inquieto por travessas, travesso,
por ali.
É este o desenho dos laços que me atam no desacato de mim.
Livre?
Sim !
(Parti de Ti, linha sem começo nem fim...)
Procuro o espaço, o ponto, O centro, dos passos,
sem compasso,
sem norte…
Há liberdade sem passos? Sem morte?
(Procuro rotinas,
à sorte…
e vou,
por aí….)
25 de junho de 2007
o som de um sorriso
Tenho os olhos a voar nos silêncios de uma noite escura, como uma nau que procura as estrelas que lhe segreda caminhos.
Sorrio silêncios, como só os olhos sabem gritar...
Sorrio silêncios, como só os olhos sabem gritar...
30 de maio de 2007
estação do oriente
Passeio-me na cidade grande, entre caminhos e desencontros. Aguardo o comboio que me leva (ou devolve?) sem destino, sem tempo. Só eu me encontro imóvel ( por fora?, por dentro?, não sei! parado! cego...) Espero nesta estação de comboios, de uma arquitectura estética disfuncional, que arranha os céus em teias de aço e vidro (baço). (Catedral de namorados que segredam beijos).
Olho. Oro, no silencio dos caminhos e desenho, nas nuvens (e em mim) os contornos do vazio.
Olho. Oro, no silencio dos caminhos e desenho, nas nuvens (e em mim) os contornos do vazio.
29 de maio de 2007
Esta solidão que me corre no sangue é um oceano sem ondas nem cor.
Doem-me os olhos e as asas, como quem prende o futuro nas entranhas do eu.
Estranha forma de ir.
Informe.
Sem fome.
Vazio que transborda de sombras. Azuis!
Oiço o mar. Revolta de um sonho. Parado.
Onde se esconde a cor? Na dor?
Se ao menos soubesse desenhar uma flor e não teria esta dor, que me corrói e destrói como um cancro do sentir...
Ah! soubesse eu mentir...
Doem-me os olhos e as asas, como quem prende o futuro nas entranhas do eu.
Estranha forma de ir.
Informe.
Sem fome.
Vazio que transborda de sombras. Azuis!
Oiço o mar. Revolta de um sonho. Parado.
Onde se esconde a cor? Na dor?
Se ao menos soubesse desenhar uma flor e não teria esta dor, que me corrói e destrói como um cancro do sentir...
Ah! soubesse eu mentir...
23 de maio de 2007
Rezo no silêncio, ao silêncio de mim, como quem chora sem lágrimas ( ou grita sem voz) e sem credo...
Procuro as cores, numa tela escura...
Primeiro,
névoa ( vazios-de-um-rio-agrilhoado)...
...ando...
...sem memórias...
...a imaginar tempos, como quem fantasia destinos...
Depois,
um marulhar , preso, amortalhado...perdido!
Procuro as cores, numa tela escura...
Primeiro,
névoa ( vazios-de-um-rio-agrilhoado)...
...ando...
...sem memórias...
...a imaginar tempos, como quem fantasia destinos...
Depois,
um marulhar , preso, amortalhado...perdido!
12 de maio de 2007
11 de maio de 2007
fumos de mim
Desfaço-me nos passos, lentos , gravados no destempo da incerteza, Como um cigarro que se extingue , Dissolvo-me no nada. Respiro-lhe as memórias ( das árvores? do tempo? de ti?), De todas as memórias que se descoloriram nas lágrimas. Levo os passos. Lavo-os. No sal. De mim.
Fecho-me no olhar e respiro. Encho-me de vazios e de passos…
Sou uma eterna procura de vazios…
Fecho-me no olhar e respiro. Encho-me de vazios e de passos…
Sou uma eterna procura de vazios…
30 de abril de 2007
só
Sento-me...só , em sitio nenhum,Viajo na vertigem dos verdes, Ébrio de ir...
Sinto-me só, em lugar algum, Preso na lágrima colorida de mim, Sedento de ti...
Sei-me só, Perdido, Aqui!
Sinto-me só, em lugar algum, Preso na lágrima colorida de mim, Sedento de ti...
Sei-me só, Perdido, Aqui!
4 de abril de 2007
passos mudos, no interior do só
De repente sinto um nó de solidão, pendurado numa lágrima.
Pesa uma escuridão, esta lágrima que me pintou a alma!
Sem razão, sem aviso... como folha caída sem vento.
Confunde-se com a dor da fome, ou da sede.
Permanente.
Presente.
Fecho os olhos e o olhar, e ela ali está. Gigante. A fingir-se minha!
Pesa uma escuridão, esta lágrima que me pintou a alma!
Sem razão, sem aviso... como folha caída sem vento.
Confunde-se com a dor da fome, ou da sede.
Permanente.
Presente.
Fecho os olhos e o olhar, e ela ali está. Gigante. A fingir-se minha!
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