quinta-feira, janeiro 21

no silêncio das palavras ( que se sentem)

Estão presas nas entranhas de um vulcão adormecido,,,
as palavras

Agrilhoadas aos olhos das pedras,
as palavras

raízes laceradas,
na terra,
as palavras


Sorvidas, na pele da chuva,
cansadas
corroídas…

Sangue da alma, diluído de raiva
nas palavras,

frígidas,
descalças
nuas…

no silêncio das calçadas

gastas

das ruas

sem palavras...

2 comentários:

© Piedade Araújo Sol disse...

solta-as...as palavras precisam de voar!

um beij

almaro disse...

pi: elas voam...no silêncio do olhar...outras são o próprio grito... abraçado em ecos de desespero...