olho-te!
tens o ver translúcido a flutuar no passado.
Pareces um naugrafo sedento de agua ,ávido de lágrima doce.
Já só caminhas pesado,
Já só caminhas pesado,
os teus futuros estão-te muralhados, embaralhados em labirintos noturnos,
ja só ves o sul.
1 comentário:
Flutuações constrói-se a partir de um olhar que observa a deriva do outro.
O poema move-se entre o passado e um futuro bloqueado, onde a imagem do náufrago sedento traduz uma carência profunda, não apenas de água, mas de doçura, de salvação emocional.
Há um peso crescente nos versos, uma sensação de caminhar sem horizonte, até que tudo se reduz a uma única direção possível: o sul, metáfora de queda, de exílio interior ou de sobrevivência mínima.
É um poema de contenção e melancolia, onde as imagens flutuam entre lucidez e perda, deixando no leitor um silêncio
prolongado.
:(
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