quarta-feira, junho 10

Hospede

Sou o ultimo hospede vagabundo que deambula neste corpo mendigo de respirares ofegantes, agrilhoado na solidão do sangue que se transmuta em lágrimas de cristal-lua,

densas,

impuras...


Abismo-do-deserto-sombra...


(Na imprevisão -dos-instantes,

Sedento de luz...)

3 comentários:

Maria disse...

Um beijo terno..

Halo disse...

Um dia passei, olhei e gostei mas comecei a questionar sobre este mendigo, de forma alguma julga-lo, mas sim tenta-lo compreender, e foi ai que perguntei o que este mendigo que eu intitulo como viajante esconde, talvez uma grande dor ou uma grande mágoa em que só as palavras o conseguem compreender, talvez pense que ainda não encontrou o seu eu neste longínquo caminho que é a vida ou que a vida não é mesmo justa connosco.
Mas a vida é mesmo isso um caminho, o caminho imperfeito em que o viajante põe a sua mochila as costas e a prova o seu espírito explorador, mas sempre com um intuito procurar, descobrir, encontrar e enfrentar qualquer barreira que se opõe aos seus objectivos, mas nunca desiste e não se tenta anular na tentativa de pensar que não nos compreendem, porque afinal neste mero e singelo caminho que é a vida nunca estamos sós, á sempre alguém que nunca abandona o barco e ajuda-nos a remar contra a maré mesmo que se afunde porque no fim estamos sempre juntos nem que seja naquele perpétuo mar.
Afinal não nos anulamos, talvez sejamos mesmo incompreendidos, mas nunca estamos sós.

PS: desculpe esta minha invasão

© Piedade Araújo Sol disse...

todos somos de certa forma, medigos de algo.

um beij