quarta-feira, janeiro 23

Reflexos de um vento que me atropela os passos, no cúme de uma duna que morre abraçada ao mar

Procuro nas migalhas do tempo a fantasia,
aquela que nos envolve no sonho de sermos poesia,
intíma, colorida de afectos
sem a sombra dos dias

Sei, por respirações do ver que só há sombra se bebermos luz,
mas a cor que pinto é uma matiz sem arco-íris,
é um barco de velas brancas
a viver o destino, ébrio de horizontes e de trilhos
qual rio, que soluça nos estilhaços do vento que semeia metamorfoses de mim…

terça-feira, janeiro 22

joana


Tens um rosto, e um nome,
o rosto é este, 
o nome joana…
teres tudo isto nos meus olhos, transforma a angustia dos silêncios numa tempestade de ventos e de mar...

Mas tu continuas ali no teu silêncio-de-lama, resignada de sorrisos azuis…
tu, mendigas pão,
eu , imploro-te sorrisos, mendigo de vazios que me ferem com a lentidão da impotência de não te permitir caminhos...