não pinto nem desenho.
olho a cor e deixo que se dissolva na pele.
só depois nasce a imagem que se envolve no prazer de simplesmente sentirmos o calor do belo!
tenho uns olhos em forma de lápis, mas nem sempre de cor... Sei que sou esquisito mas a vida moldou-me assim... ganancioso de SER por inteiro e não me caber por inteiro em mim.
não pinto nem desenho.
olho a cor e deixo que se dissolva na pele.
só depois nasce a imagem que se envolve no prazer de simplesmente sentirmos o calor do belo!
desenho-a-palavra em forma de chuva,
cinzenta-de-neve, humida!
é o céu( a diluir a aguarela), o meu escultor-de-lágrimas.
só depois ( da escultura) desenho a fronteira, com o sentimento diluido no diluvio-do-silêncio.
quando gritamos a solidão, nem o eco nos ouve, qual chuva (transformada em pele de lágrima), que nos abraça a alma, esculpida em forma de pássaro