segunda-feira, outubro 29









ecos celtas
Grupo de Gaiteiros - Popularis
Feira Mediaval de S. Silvestre
Coimbra
Outubro 2007





terça-feira, outubro 23

desencontros

O pior dos desencontros, é encarar o nosso eu, fragmentado em estilhaços de imagens sem sentido,
a viver,
não na memória
mas nos gestos ( sem mim)…
Passeio-me a sonambular, sem sol nem sombra, por aí…
Fantasma?
(Esponja que me suga as cores,,,e lastra os passos,
Irreal…)

Isto de me sentir espantalho de mim, é loucura a pingar quadros de Dali…







ah,
soubesse eu sair de dentro de mim…e não seria este mar sem sal



( vórtice?

fim?)

terça-feira, outubro 16

canário

Rodrigo Guedes de Carvalho
ediçõesDom Quixote

Na escrita de Rodrigo Guedes de Carvalho (queira ele ou não, seja ou não “um mito urbano”*… confesso que isto de mitos urbanos é frase que vai para de lá do meu entendimento), sente-se o aroma de Lobo Antunes quando nos passeamos nas suas estórias. Canário é um livro de fugas e de silêncios , onde as personagens se prolongam na ânsia(dade) de se sentirem livres, quando afinal apenas estão presas à vida. O caminho literário de Rodrigo Guedes de Carvalho é no entanto especial, mesmo que matizado de ventos de outras vozes, sejam elas Pepetela, Lobo Antunes ou Saramago. O dialogo permanente do escritor ( não o narrador) que se esconde nas personagens é cativante, e denota a procura de um estilo . Fala de presos… Conta as estórias de presos, numa prisão sem grades, mas que sufocam na arbitrariedade dos acasos e dos instantes que determinam o caminho. Presos de vidas, nas vidas de cada um…O enredo desta narrativa inevitavelmente reflecte a imagem de cada um de nós. Toca de leve , no fosso profundo de uma mãe que se desarticula na incapacidade de interagir como seu filho autista, toca de leve no filho de uma mãe da vida, procriado no acaso de um encontro fortuito, toca de leve na angustia de um escritor que se perde no labirinto de ser escritor e personagem. Toca ao de leve na profundidade dos nossos silêncios, deixando a quem lê, a necessidade de repensar se estamos de facto presos aos acasos da vida, ou se os devemos (em)beber simplesmente como sendo o nosso inevitável caminho e de percebermos que a liberdade é apenas um sentir que nos abraça como a brisa de uma manhã junto ao mar, num dia ameno de serenidades…

*“da entrevista do autor onde refere o facto de o colarem a Lobo Antunes ser...um mito urbano...”… in Jornal de letras de 12 de Outubro de 2007

segunda-feira, outubro 15

brisas, (ou buzios a segredar caminhos?...destinos? indistintos?)

O horizonte ondulou-se de brisa …

Eu ,
ali ,
no centro de nada,
cristal de sal a vaguear de olhos…

(homem ou gaivota? )








Vento!

( seja o que for, navego entre horizontes, mergulhado em mim…)

terça-feira, outubro 9

simples, como todas

Desenhei uma cruz, ( a Cruz-do-Homem)
simples ( como todas)
Só,
uma cruz, sem homem, sem nada…





( não há vida inteira que caiba
no contar das lágrimas que se escondem no desenho de uma cruz,
e no entanto bastam dois traços para Ser um ponto,
perdido,
no nada…)

domingo, outubro 7


...eles não sabem, nem sonham...(II)
saltimbancos de Ceira
Feira medieval de São Silvestre
Coimbra
Outubro 2007

"eles não sabem nem sonham..."
saltimbancos de Ceira
Feira Medieval de S. Silvestre
Coimbra
Outubro de 2007

a espera do sonho
Jograis - feira medieval
( saltimbancos de Ceira)
São Silvestre
Coimbra
Outubro 2007

retrato

Uma pedra que voa,









( retrato do eu, iludido-de-liberdade,,, Ela não está na pedra que atrai-o-chão e a queda, está no olhar de criança que a leva,,, embrulhada em verdade...)