terça-feira, setembro 11

agrilhoar a luz



guardei a luz, fecundada,
num grão de pólen,
à espera da noite
para não se perder
nas cores mastigadas
da terra
( sêca de  sonhos! )

1 comentário:

© Piedade Araújo Sol disse...

ferrolhei cores
e pintei voos
no olhar do homem
para sempre menino
e ficou
ali - dependurado
no olhar dela - a mulher
para sempre menina

e foram voando no declínio
da tarde