segunda-feira, setembro 10

(des) manhãs



acordei da noite  (distraído) a contar sombras,
entre a cor e a ilusão de me sentir, real no sonho ( pigmentos da memória?)
e perdi-me nos contornos do labirinto,
qual palhaço desbotado a saltitar no desenho dos ventos...

aro, (a terra-dos-deuses?)
com sementes de pó,
pequenas estrelas
que fecundam o vento-das-manhãs...

trabalho insano, este de me fingir na noite, ébrio da nascente-do-tempo...

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