quinta-feira, maio 12

sem morada

Não tenho morada porque parti. 
ontem procurava, 
hoje descubro estilhaços de tempo, como quem se abre ao destino na suavidade dos passos...
sem a angustia do passado, carrego nos passos a espectativa do deslumbramento. 
parti para diante, vazio de memorias. 
a minha morada é o instante...

1 comentário:

© Piedade Araújo Sol disse...

ninguém parte de vez
só quem não é lembrado

:)