14 de dezembro de 2025

ainda as sombras

 há sombras, invisiveis nos sonhos, que nos sorvem a cor, como um sopro que desfaz sementes e fantasias

2 comentários:

© Piedade Araújo Sol (Pity) disse...

Boa tarde Almaro
Neste poema breve, as sombras não são ausência de luz, mas presença subtil.
Invisíveis nos sonhos, elas atuam como um sopro silencioso que apaga cores, sementes e fantasias.
Há aqui uma delicadeza inquietante: o que não se vê é precisamente o que mais nos transforma.
Bem o teu estilo meu grande e querido amigo desaparecido da blogesfera.
É sempre um prazer ler-te...sempre...
Deixo um beijo.
:)

almaro disse...

Querida Pi, que saudades das nossas interações! Não sei porque me fui silenciando, me fui refugiando no silencio-sombra das palavras surdas e deixei-me fluir no tempo e na desmemoria do sentir. Dou por mim a imaginar-me lapis laluzi sem luz e sem som,onde as palavra se envergonham de florir...de vez em vez espreito , como quem numa tempestade se abeira da janela à procura do sol,e mesmo nesses intantes é a sombra que me ilumina. Um grande beijo