sábado, setembro 15

15 de setembro ( se me perguntam?)

somos,



pequenos nadas,
vazios,
formigas,
que gritam a indignação de serem números,
gráficos ,
lagrimas secas,
indiferentes,
rio de ecos,
vozes soltas,
angustiadas de cinza nos olhos,
nos ossos...

sabemos
que somos,

fim de era, de ciclo e gritamos, de sorrisos ausentes...

somos,

fragmentos,
estilhaços,
ruinas que se rebelam, que se agitam revoltas,
formigas gaivota
que se libertam
no protesto de quererem ser um, 
na multidão, 
com nome, 
com olhar, 
com sentir
gritamos o amanhã de nos sentirmos presentes,

foz de um rio,
sem mar...

quarta-feira, setembro 12

vazio(s)



oco
de palavras,
de sons (ventos?)
de sentidos…
no entanto
vejo, em tons de azul,
a sombra
que se afoga
no chão-de-mim!

terça-feira, setembro 11

agrilhoar a luz



guardei a luz, fecundada,
num grão de pólen,
à espera da noite
para não se perder
nas cores mastigadas
da terra
( sêca de  sonhos! )

segunda-feira, setembro 10

(des) manhãs



acordei da noite  (distraído) a contar sombras,
entre a cor e a ilusão de me sentir, real no sonho ( pigmentos da memória?)
e perdi-me nos contornos do labirinto,
qual palhaço desbotado a saltitar no desenho dos ventos...

aro, (a terra-dos-deuses?)
com sementes de pó,
pequenas estrelas
que fecundam o vento-das-manhãs...

trabalho insano, este de me fingir na noite, ébrio da nascente-do-tempo...

domingo, setembro 9

respirares



respiro tempestades na quietude de um olhar,
como quem sente ( bebe?) um beijo ( ausente!)

sábado, setembro 8